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| Foto: Nolan Issac |
Essa é uma ode aos amores que nunca existiram. Aos que vieram e sumiram. O desejo ardente que aos poucos foi esquecido. Substituído. Os encontros que nunca foram marcados, os olhares que nunca foram trocados. As mensagens frequentes e enormes durantes o dia, cheia de ternura e carinho, que se tornaram monossílabicas. Respostas apenas presentes quando requisitadas, sua existência é quase um capricho, o mínimo da educação. Sentimentos que uma vez foram fortes, que confortou emoções e acelerou corações até lentamente se tornarem pó. Evaporaram. Somos intensos e temos medo de ir rápido demais, mas o que é deixado de lado por muito tempo acaba mofando. Até quando vamos esperar? Somos seres complexos e completos, lindos universos, ninguém merece ser estepe. Essa é uma ode àqueles amores que ficaram guardados e murcharam, aqueles que se tornaram apenas mais um número na agenda telefônica. Essa é uma ode aos esquecidos.
texto: desencanto
Reviewed by Luccas Emanuel
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janeiro 07, 2018
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