análise: Easy Way Out - Gotye



Easy Way Out é uma canção e clipe musical do cantor e compositor australiano Gotye. A canção ocupa a segunda faixa do álbum Making Mirrors, lançado em 2011. Esse curta-metragem aborda a doença do homem contemporâneo, trata sobre diversos assuntos importantes e incentiva a discussão desses temas. Ele faz uma crítica direta à forma que ignoramos nossos sentimentos devido à rotina, e gera como consequência a silenciosa insatisfação pessoal, além de questões psicológicas de auto sabotagem. É importante entender que escapar disso nem sempre é uma opção, mas há formas de minimizar danos. Pela letra da música é possível identificar que o personagem em questão se mostra praticar hábitos que vão contra ao que acredita, possivelmente para seguir e agradar o sistema, o que causa exaustão e pensamentos depressivos.

                   

O refrão intensifica esses sentimentos, e mostra que quanto mais são praticados esses hábitos, menos motivação para a vida o eu lírico possui, a ponto de se perder mentalmente e não se importar mais com situações caóticas, como a sujeira da casa ou quando tudo literalmente começa a pegar fogo.

Em alguns momentos, há vozes que dizem que está tudo bem, e isso não se transforma em uma contradição. Propositalmente, não podemos identificar se essas vozes são comentários de outras pessoas ou pensamentos internos. Uma falha tentativa de se ludibriar por auto convencimento, buscar tornar as coisas mais fáceis ou para repetir uma mentira diversas vezes até que ela se torne verdade. Essa questão é mostrada novamente quando diz que “é fácil se manter ocupado quando você diz a si mesmo que está indo bem”


Há uma parte onde ele observa a consequência desses atos e se pergunta se tudo isso valeu a pena, mas por mais que queira e tente muito, não possui mais energias para mudar a situação. A questão cíclica é muito bem abordada visualmente durante o clipe, caracterizando a rotina. Ele também encontra a si mesmo diversas vezes durante o curta, que funciona como uma memória de uma felicidade que não se mostra mais presente, e como as situações pioraram com o tempo.

O término do curta simula um filme antigo sendo queimado. Isso acontecia antigamente nos cinemas às vezes, caracteriza um fim antecipado e inesperado do filme, gera uma irritação muito grande para quem o assiste, e impossível de concertar. Essa parte pode ser uma ligação à vida do eu lírico em si, que terminou antecipadamente, de forma inesperada e com muitas frustrações, desaparecendo aos poucos. 
           
              

            O clipe de Easy Way Out é parcialmente uma animação e demorou nove meses para ser produzido. Como é possível perceber no making of, foi escolhido utilizar efeitos visuais para o clipe, ou seja, a mistura de computação gráfica (imagens produzidas apenas no computador) e efeitos especiais, que são efeitos produzidos manualmente. Uma forma de identificar isso é a presença do cenário e ator real, o stop motion nas cenas do gato e as cenas com sangue, fumaça e fogo. O resultado é um trabalho onde não é possível diferenciar o real da fantasia, que se encaixa muito bem na proposta.

No ponto de vista prático de interpretação, as situações mostradas no vídeo podem ser uma mistura da realidade com o imaginário, ou que o eu lírico em si vivia uma vida completamente normal, mas que por dentro, se sentia daquela forma. 
análise: Easy Way Out - Gotye análise: Easy Way Out - Gotye Reviewed by Luccas Emanuel on outubro 20, 2017 Rating: 5

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.